Últimas visitas na capital da Toscana

Hoje saímos do hotel pelas 8:30 para andar mais por Firenze e conhecer a Galleria dell'Academia, onde está o Davi de Michelangelo.  Passamos pela igreja de Santa Maria Novella, fomos para a frente do Duomo (Catedral de Santa Maria delle Fiori) e estudamos um pouco mais a fachada, procurando na internet quem eram os personagens das esculturas. Na parte superior estão personagens notáveis, como Dante, Michelangelo e Leonardo da Vinci. Na parte central está Maria com os 12 apóstolos. Na parte inferior, há personagens incluindo profetas do velho testamento. 





Às 10 h fomos para a Galleria dell'Academia, mas antes disso tomamos um chocolate quente e comemos um ótimo croissant de pistache.





A galeria possui pintura sacra medieval e renascentista, um museu de instrumentos musicais que eram dos Medici, modelos de gesso e a atração principal, que é a escultura de David, de Michelangelo.

Fiquei impressionado com os instrumentos musicais. O primeiro piano vertical, quando já existiam pianos de cauda, e também um lendário violino Stradivarius. Ainda hoje, não se sabe quais são todos os segredos do fabricante Stradivarius para um som tão bom.





A escultura do Davi de Michelangelo, ficava na Piazza della Signoria antes de ir para a Galleria dell'Accademia. A estátua representava os ideiais de liberdade e a capacidade da cidade de se defender de inimigos externos maiores, com a benção de Deus, como foi Davi contra Golias. Atualmente a Piazza della Signoria tem uma réplica menor da estátua, também em mármore.





Vimos também modelos de gessos com vários pontos pretos, que são os pontos de referência para esculpir no mármore. Vimos a explicação do processo de fazer uma estátua: modelo em argila, depois negativo com outro material semelhante a gesso, modelo de gesso a partir do negativo, com pontos de referência pretos, e copia do modelo de gesso esculpindo o mármore, através de uma espécie de pantógrafo tridimensional, observando os pontos de referência.





Lá também tinha um modelo de gesso inicial de uma estátua que vimos na Loggia dei Lanzi, na frente do Palazzo Vecchio e da Galeria degli Uffizi.






Depois da Galleria Dell'Accademia fomos conhecer a Capela dos Medici junto à Basílica di San Lorenzo. A entrada custou 9 euros por pessoa. Nessa capela, decorada por Michelangelo, estão os túmulos da família Medici. São duas capelas com os túmulos dos líderes e duas criptas com outros familiares.  Com a grandeza desses mausoléus, deu para ter uma noção do poder econômico e político dessa família.




Fomos a seguir fazer uma visita no interior do Duomo de Firenze, que é a única das igrejas principais com entrada gratuita. A entrada na parte principal é gratuita, porém a visita às escavações arqueológicas, batistério, torre do campanário, e subida até o domo, são todas pagas. Como nosso tempo era curto, visitamos somente o interior. Fomos na entrada das escavações do subterrâneo, onde já foi possível ver um pouco as ruínas da Igreja de Santa Reparata l, que existia antes da catedral.

 No interior da igreja pudemos também ver a grandeza da cúpula semi-esférica e seus afrescos. Essa gigantesca cúpula de 50 m de diâmetro foi construída muitas décadas após o início da construção da catedral, pois não existia solução de Engenharia para tal feito. Fizeram um concurso público vencido por Brunelleschi, que elaborou a solução e foi o mestre da construção da cúpula. Por causa do seu feito de Engenharia, seu túmulo está no subsolo da catedral, junto das ruínas da antiga igreja.





Após a catedral, aproveitamos o lindo dia que fez hoje em Firenze. Passamos na Fontana del Porcellino, onde as pessoas colocam uma moedinha na boca do javali, tiramos fotos na Ponte Velha e pegamos uma schiacciata de porchetta com molho de pistache na lancheria All'Antico Vinaio, muito famosa pelos seus sanduíches. Os sanduíches foram mais do que suficientes para o nosso almoço. Foi difícil comer tudo.






Comendo o sanduíche, atravessamos o Arno e subimos uma caminhada de 20 minutos até o Piazzale di Michelangelo, que é uma praça elevada com uma excelente vista panorâmica da cidade. Essa praça tem uma réplica de bronze do Davi de Michelangelo, feita no século XIX para homenagear esse grande gênio renascentista. Da praça, pudemos ver partes que sobraram da muralha medieval e enxergar os principais pontos que visitamos. Saímos em torno das 16 h, e muitas pessoas já tinham chegado para apreciar o pôr do Sol às 17 h.





Ao final da descida da colina, tomamos um ótimo gelato artesanal na beira do rio Arno.





Passamos novamente pelo centro da cidade e fomos visitar o museu interativo do Leonardo da Vinci. O museu tem a explicação e reprodução de vários dos projetos de Leonardo. Em alguns desses é possível mexer e interagir. Um destaque que envolve a história da cidade são as gruas que foram utilizadas para a construção da cúpula do Duomo, junto com Brunelleschi, e um navio que ia até o Arno para carregar as pedras do Duomo. Também vimos os aparatos militares que Leonardo inventou para Milão.







Ao voltar para o hotel, fomos ao supermercado e depois jantamos em restaurante mexicano. Uma questão interessante no supermercado é um sistema em que as pessoas retiram uma maquininha de leitura de código de barras ao entrar no supermercado, vão pegando as compras das prateleiras e escaneando os códigos de barras. No final, já possuem todo o valor somado e fazem o pagamento sozinhas. Quem utiliza esse sistema não enfrenta a fila do caixa.





Hoje foi nosso último dia para conhecer a capital da Toscana. Encontramos brasileiros por toda a parte. Em alguns momentos, parecia que estávamos no Brasil. Podemos dizer que dois dias foram razoavelmente suficiente para entender a cidade e conhecer os seus pontos principais. Porém, é uma cidade riquíssima com dezenas de museus recheados de história e cultura. Acredito que poderíamos ficar 1 mês sem conseguir ver e entender tudo. 



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