Passeio em quatro das Cinque Terre

Hoje tomamos o dia para conhecer as Cinque Terre, pequenos burgos da região da Ligúria na costa do Mar Mediterrâneo. Por recomendação da recepcionista da hospedagem, escolhemos visitar Monterosso, Vernazza e Manarola.
A hospedagem que ficamos é no mesmo prédio da estação. Tomamos café e pegamos o trem às 9:20 para Monterosso, chegando pelas 9:40.


Monterosso é a maior das cinco cidadezinhas. Tem duas partes: uma antiga, e outra mais nova, onde está a estação. As duas partes são divididas por uma falésia onde está a torre Aurora, de época medieval, que hoje é um restaurante. 


Visitamos a parte antiga da cidade, onde está a igreja e o oratório. Construídos no século XIX, têm a fachada de mármore branco e preto, como vimos em outras igrejas em Lucca, Pisa, Siena. A torre do campanário, mais antiga do que a igreja, tem um relógio também.


Subimos a colina até o convento dos monges franciscanos capuccinos. De lá, pudemos tirar boas fotos panorâmicas de Monterosso.



Na parte nova da cidade pudemos andar na praia de pedras e vimos a estátua de um gigante. A estátua foi construída no início do século XX por um italiano que ficou rico na Argentina e voltou para morar em Monterosso. Ele era uma pessoa muito importante para a economia da cidade.


Às 11:20 pegamos o trem para Vernazza. Descendo a cidadezinha até o mar, encontramos a igreja e tiramos boas fotos.




Também subimos até a torre nas ruínas do castelo Doria, família rica no século XI, e tivemos uma vista panorâmica.


Almoçamos um trofie al pesto perto da estação. O trofie é basicamente um spaghetti quebrado em pedaços pequenos, típico da Ligúria. Ficamos decepcionados com a quantidade, que foi pouco para almoçar bem.


Às 13:30 pegamos o trem para a Manarola, que achamos a mais bonita das Cinque Terre que conhecemos. Subindo a rua até a igreja, encontramos a subida para uma estrada no morro com vista panorâmica, onde pudemos tirar boas fotos.


Encontramos na cidade um bistrô onde pedimos uma focaccia com mussarela, tomate e molho pesto, para complementar nosso almoço. Essa focaccia, com seu molho pesto, nos surpreendeu pela qualidade. Foi a melhor que comemos na Itália.


Fomos também no caminho até o cemitério da cidade, que tem também excelentes pontos panorâmicos.


Aproveitando o tempo antes de escurecer, decidimos conhecer também Riomaggiore. Tentamos seguir a Via dell'amore, que é o caminho de pedestres entre Manarola e Riomaggiore, porém estava fechado para obras. Pegamos o trem das 15:30 e chegamos logo em Riomaggiore, a 4ª das Cinque terre que conhecemos. Tentamos conhecer o castelo, porém estava fechado. Seguimos até a praça da igreja, em busca de bons pontos panorâmicos. Pegamos o trem de volta à La Spezia às 16:30. Achamos muito criativo o nome do bar ao lado da estação de Riomaggiore. A estação tem duas plataformas: binario 1 e binario 2. O bar se chama binario 0.


Conhecemos ao final 4 das Cinque Terre. Faltou somente Corniglia. Encontramos duas famílias de brasileiros durante o dia e vimos várias pessoas fazendo trekking, caminhando o percurso de Monterosso a Riomaggiore, passando pelas outras 3 cidades. É um excelente trajeto.
Ao voltar a La Spezia, já estava escurecendo. Fomos caminhar para conhecer um pouco a cidade e chegamos até a marina. Passamos pela Piazza Giuseppe Verdi, muito bonita. A cidade tem um ótimo parque na orla da marina, na mesma ideia do aterro do Flamengo no Rio de Janeiro.


Passamos por uma estátua em homenagem a Giuseppe Garibaldi, um dos personagens principais da unificação italiana, após ter lutado a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul. Encontramos também uma das igrejas da cidade.


Após jantarmos em um restaurante chinês, voltamos à estação e pegamos o carro para Gênova. Saímos às 18:30 de La Spezia e chegamos às 20:00 em Gênova. A estrada tinha muitos túneis por dentro dos montes na orla da Ligúria. Esses túneis devem explicar o motivo de pagarmos o pedágio mais caro até agora: 13,40 euros.

Amanhã será o nosso último dia de passeios na Itália. Já estamos nos preparando psicologicamente para o retorno à realidade, pois vivemos dias muito especiais por aqui.



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