Fine del viaggio
Já estamos de volta em casa, em Santa Maria. O retorno de avião foi tranquilo. O ônibus para Santa Maria foi mais tumultuado, por causa da grande tempestade que ocorreu no Rio Grande do Sul, afetando muito Porto Alegre. O voo de São Paulo a Porto Alegre deveria chegar pela 00:10 do dia 17/01, mas chegamos 00:50. Foi impossível pedir Uber ou Táxi do Aeroporto de Porto Alegre até a rodoviária para pegar o ônibus da 01:30 para Santa Maria, pois as vias estavam bloqueadas devido à queda de placas e árvores, e não havia táxi disponível ou motorista de Uber aceitando corrida. Tivemos que ficar no hotel Ibis do Aeroporto e pegar o ônibus na manhã do dia seguinte. Falta de energia elétrica, pessoas com casas alagadas, grandes prejuízos. Não podemos reclamar por ter que ficar mais uma noite fora de casa. Chegando em casa, fomos recebidos pelos meus sogros, meus pais e tia Vera, irmã da minha sogra, com um excelente almoço com churrasco e feijão tropeiro.
Enfim, vamos aos números e pareceres da viagem para a Itália:
- Usamos quase todos os meios de transporte possíveis: avião, carro, trem, tram, funicular, ônibus urbano, barco e até elevador 😁. Só não pegamos táxi e o Uber (que não tem na Itália).
- Percorremos aproximadamente 1400 km de carro, estacionando o carro em Milão, Como, Bellagio, Verona, Pianezze, Marostica, Bassano del Grappa, Padova, Bolonha, Firenze, Siena, San Giminiano, Lucca, Pisa, La Spezia, Gênova e Alessandria. Conseguimos evitar as ZTLs utilizando Google Maps e Waze. Esperamos não receber nenhuma outra multa.
- Além dos lugares que estacionamos o carro, conhecemos também Veneza, 3 de suas ilhas e 4 das Cinque Terre. Foram um total de 25 burgos ou cidades.
- Ficamos em hotéis em Milão, Verona, Padova, Bolonha, Firenze, La Spezia, Gênova, e em Alessandria ficamos na Fulvia. Todos os hotéis nos cobraram a taxa de permanência no município. A mais barata foi a de La Spezia, de 1,5 euros por pessoa, por noite. A mais cara foi Firenze, de 4 euros por pessoa, por noite.
- Do dia 1 ao dia 15 de janeiro, caminhamos um total de 200 km, uma média de 13,3 km/dia, contabilizados pelo aplicativo no celular. O dia que mais caminhamos foi 4 de janeiro, em Verona: 19,9 km. O dia que menos caminhamos foi dia 1, quando chegamos em Milão, que foram somente 7,3 km. As caminhadas nos renderam algumas dores e bolhas nos pés, mas nada que nos impedisse de continuar caminhando e conhecendo os lugares.
- O lugar que achamos mais difícil de caminhar foi Veneza, com suas ruas e becos estreitos. Mesmo com Google Maps era fácil de se perder, já que o GPS não conseguia um bom sinal.
- Fizemos tours caminhando com guia e em italiano no Castelo Sforzesco de Milão, na Universidade de Padova, na cidade de Bolonha e na Biblioteca da Universidade de Bolonha. Na cidade de Firenze, nosso tour foi de bicicleta, em português, com a guia brasileira. Em muitos lugares estava disponível áudio-guia gratuito ou pago, em italiano ou inglês.
- Utilizamos em torno de 15 GB de dados de celular, incluindo chamadas de vídeo, roteamento de internet para o outro celular, Google maps e Waze. Nosso plano de 20 GB do eSIM foi suficiente.
- Pouquíssimos lugares não aceitavam pagamento utilizando o cartão virtual pré-pago da Wise no celular. Uns 50 euros de dinheiro em espécie teriam sido suficientes para todos esses casos. Conseguimos pela Wise um câmbio médio de 5,45 reais por euro, enquanto nas casas de câmbio o euro estava em 6,00 reais.
- Tivemos problemas para realizar compras online a partir da Itália, pois a autenticação de dois fatores por SMS não funcionava, já que o chip do Brasil estava inoperante. O PIX funcionou normalmente para pagar as contas do Brasil e recarregar o cartão da Wise.
- Os italianos sempre foram muito gentis e nos acolheram muito bem em todos os lugares. Quase todo mundo falava inglês, e já começavam a falar em inglês conosco. Certamente estávamos com muita aparência de turistas. Depois que começávamos a falar em italiano, eles voltavam a falar em italiano.
- Sentimos falta de carne e frutas. Os sanduíches e comidas rápidas têm sempre carnes embutidas ou processadas, nunca carne cozida ou assada. Os pratos com carne são caros. As frutas são escassas nos cafés dos hotéis. No geral, a comida é o dobro do preço do Brasil, e não se come tão bem com a variedade que temos no nosso país. As comidas mais disponíveis e baratas na Itália são massas e pizza.
É impossível dizermos qual foi a cidade que mais gostamos, mas podemos dar um pequeno parecer sobre elas:
- Milão nos surpreendeu positivamente. Outras pessoas que foram a Milão nos falaram que 1 dia seria suficiente, porém achamos que poderíamos ter ficado mais tempo, ido a outros museus e explorado mais a história da cidade.
- O dia para conhecer o lago de Como e as cidades de Como e Bellagio foi suficiente, mas certamente no verão a experiência é diferente.
- Sentimos que Bolonha parece explorar muito pouco tudo o que tem a oferecer, especialmente o que se relaciona com a Universidade de Bolonha, a mais antiga da Europa. Por outro lado, o tour na Universidade de Padova nos surpreendeu positivamente.
- Em Verona tivemos um dia bem intenso, que foi suficiente para termos uma boa ideia da cidade. O Verona Card foi ótimo.
- Apesar do dia chuvoso, gostamos muito de Marostica e Bassano. Essas cidades não estão entre as mais turísticas da Itália. As pessoas ficaram até surpreendidas quando dizíamos que éramos brasileiros e estávamos por lá. Por outro lado, em Firenze e Veneza, às vezes parecia que estávamos no Brasil com tantos brasileiros ao redor.
- Nosso tempo de somente 1 dia para conhecer a ilha principal de Veneza não foi suficiente. Talvez um tempo de 2 dias teria sido melhor.
- Ficamos muito satisfeitos com Firenze. O tempo de 2 dias foi suficiente para explorarmos os principais pontos da cidade.
- Poderíamos ter explorado melhor Pisa, Siena, San Giminiano. Lucca acreditamos que foi o tempo foi suficiente.
- As Cinque Terre são ótimas para tirar ótimas fotos, mas quase tudo estava fechado no domingo. Certamente não tivemos a mesma experiência de quem vai no verão.
- Ficamos tristes de não ter podido conhecer o museu do mar e a lanterna de Gênova. É uma cidade que poderíamos ter ficado um dia inteiro, no final de semana, e tomado metrô para se deslocar entre os pontos, pois as distâncias são grandes.
- Foi muito bom conhecermos a Fulvia e sua família em Alessandria. Espero que possamos manter o contato.
Sobre o período que viemos:
- Vimos que muitas coisas acontecem mais no verão do hemisfério norte. Existe maior disponibilidade de free tours, em várias cidades, a partir de março. Muitas lojas e atrações turísticas estavam fechadas em janeiro.
- Quem vier em agosto ou setembro, tem a oportunidade de presenciar uma partida de xadrez humano em Marostica, ir no Palio de Siena, assistir uma ópera na Arena de Verona e torcer para algum bairro de Firenze no futebol histórico.
De qualquer forma, foi bem tranquilo visitarmos no inverno. Pegamos somente 3 dias de chuva, que não nos impediu de conhecer os pontos. O frio não foi difícil de aguentar, até porque as áreas internas sempre têm aquecedor.
Enfim, a viagem para a Itália foi uma experiência muito enriquecedora. Conseguimos fazer quase tudo que tínhamos planejado. Tudo superou grandemente nossas expectativas, tanto em novos conhecimentos quando em emoções vividas. Foi muito gratificante conhecer onde moravam meus antepassados, meu vô Severino, meu bisavô Cristóforo, e assim honrar a memória deles.
Esperamos que esse blog tenha proporcionado a vocês um pouco do que vivemos. Arrivederci! Ciao!
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