Encharcando os pés em Veneza
Hoje o dia foi separado para conhecermos a ilha principal de Veneza. Optamos por seguir o nosso planejamento da viagem, mesmo com chuva. Munidos somente com o guarda-chuva que compramos ontem em Marostica, saímos do hotel pelas 8 h e deixamos o carro em um estacionamento perto da estação de trem de Padova, em que o custo da diária era 7 euros. Pegamos um trem regional, que sai a cada 30 minutos e com o custo de 5 euros, até a estação Veneza Santa Lucia, que é a única estação da ilha. No meio do caminho entre Padova e Veneza Santa Lucia, o trem passa na estação de Veneza Mestre, que é a parte continental da cidade. A viagem foi muito rápida, durando em torno de 30 minutos.
Chegamos em Veneza e decidimos ir caminhando até o campo San Zacharia, onde iniciaríamos um passeio de gôndola às 11:30. Outra forma de chegarmos até lá, seria utilizando o vaporetto, um tipo de barco. Se fôssemos de vaporetto, o custo seria de 10 euros por pessoa,
por um trajeto de 2 km. Ir a pé foi, de fato, a melhor opção. Pudemos caminhar com calma nas vielas e becos, ver as vitrines das lojas e tirar foto nos canais. Nesse momento, apesar da chuva, a temperatura estava bem tolerável. A cidade é um labirinto muito fácil de se perder, mesmo com Google Maps, pois o GPS fica impreciso no meio de tantas vielas e passagens, algumas muito estreitas, com cerca de 1 m de largura.
Veneza foi fundada há 1600 anos. Antigamente, os canais eram a melhor opção para o transporte. Atualmente, o fato de não ser possível usar carro torna a vida dos moradores muito menos cômoda do que em uma cidade moderna.
Durante a caminhada, percebemos a grande quantidade de igrejas, algumas de mais de 500 anos. A primeira igreja que vimos foi a de Santa Lucia, onde está o corpo da santa.
Chegamos no campo San Zacharia, onde fica a igreja com nome desse santo, e fizemos às 11:30 nosso passeio de gôndola, abaixo de chuva, passando pelos canais por várias pontes. A ponte mais famosa que passamos foi a Ponte dos Suspiros, que liga o Palácio Ducal à uma antiga prisão (Prigione Nuove).
Depois da gôndola, encontramos um restaurante com menu completo por 15 euros: primo piato, que sempre é uma massa, nhoque ou lasanha, e secondo piato, com uma carne e um complemento. Poucos restaurantes dão a opção de menu completo. Geralmente se paga separado, com primo piato sendo de 10 a 15 euros e secondo piato de 15 a 20 euros. A taxa de serviço para sentar no restaurante é paga a parte: de 2 a 5 euros por pessoa. Essa taxa é cobrada em praticamente todos os restaurantes.
Depois do almoço, tínhamos reservado pela internet um free tour (tour à base de gorjetas) na cidade. O tour seria em inglês e iniciaria às 13:45 no campo Santo Stefano. Caminhando até o ponto de encontro, passamos pela Praça de São Marcos, a principal da cidade, onde pudemos tirar fotos na frente da basílica.
Chegando no ponto de encontro do tour, e conferindo horário e local no voucher, vimos que estávamos no local e horário correto, mas não havia ninguém da agência de turismo. Aguardamos até 14 h, mas ninguém apareceu. Provavelmente, o tour deve ter sido cancelado por ter tido pouca procura devido ao mau tempo. Assim, decidimos fazer um tour por nossa conta. Vimos os principais pontos, fomos caminhando e lemos as informações históricas pela internet. Durante a tarde, a chuva continuou e o vento aumentou, diminuindo a sensação térmica.
Conhecemos a basílica de Nossa Senhora da Saúde, e depois voltamos à praça de São Marcos. Subimos a torre do campanário de São Marcos para ter uma vista panorâmica da cidade. Foi difícil ficar lá no alto por muito tempo, pois o vento e o frio estavam muito fortes, mas a vista valeu a pena. A seguir, fomos ver melhor o exterior do palácio Ducal e tirar outras fotos com a Ponte dos Suspiros. Já havia anoitecido quando fomos conhecer a Ponte do Rialto.
Pelas 17 h, retornamos caminhando à estação ferroviária Santa Lúcia. De acordo com o caminho mais curto, o Google Maps nos levou em vielas e becos muito estreitos, vazios e pouco iluminados até retornarmos à estação. Cenário perfeito para histórias criminais.
Chegamos às 19 h no hotel em Padova, após um dia inteiro de passeios e 14 km percorridos caminhando, com meias e calçados encharcados, já que a chuva não deu trégua em nenhum momento.
Pudemos refletir que, observando as pessoas andarem carregando suas malas, na chuva, nos becos de Veneza para chegarem aos seus hotéis, ficar em Padova acabou sendo até mais conveniente do que se tivéssemos reservado hotel em Veneza, além de mais barato.
A chuva hoje não nos impediu de conhecer a cidade. É uma cidade muito bonita e interessante para visitar, mas certamente não é uma cidade que seria fácil de morar.
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